Só sei que nada sei, mas ainda insisto em digitar...
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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não sei se morrerei aos 27.

"Achamos que conhecemos todo mundo, quando na realidade não conhecemos nem a nós mesmos."



A Amy Winehouse faleceu, e choveram os comentários. Comentários de toda a ordem. E nesse espetáculo gerado pela morte, mais fui espectador que comentarista. Mas vou comentar meia dúzia de coisas agora.

O ser humano não perde a mania de julgar. Julgar o uso de drogas de um, julgar o estilo de vida do outro. Até aí nenhuma novidade. Muitos falam que: "Nossa, mas com esse dinheiro, talento e fama, eu jamais me afundaria dessa forma."

Tudo bem. Agora lhes pergunto o seguinte: "Você tem problemas na vida? Aflições, angústias? Ansiedade?" 

Se tem, ótimo. Isso prova apenas que você ainda é humano. E como todo humano, você deve beber no fim de semana, como qualquer ser humano. Talvez você seja alcoólatra ou viciado em drogas. Pouco importa.

Agora vamos imaginar um mendigo. Um mendigo na rua, encostado num muro de casa qualquer. Esquecido pela sociedade, talvez esquecido até por Deus. Ele sente frio, sede e fome. Não sente saudades, pois no fundo nunca teve ninguém. Talvez ele nem saiba mais seu próprio nome. Ele não vive - apenas sobrevive. Dia após o outro, tal qual um soldado numa batalha sangrenta.

Imaginemos ainda que esse mendigo, nos observasse em nosso dia-a-dia. Nossas atitudes, nossas fraquezas, nossos medos. Tudo. Ele com certeza nos acharia covardes, seres-humanos ridículos (pois afinal somos um pouquinho isso, não?), indignos de terem a sorte e a fortuna material que possuem. Sim, pois cinquenta reais é fortuna para um mendigo. Agasalho, cama e banho quente, comida quente na mesa são sim fortuna para um mendigo.

Ele comentaria com os outros mendigos: "Como pessoas com essa fortuna toda sofrem e vivem dessa maneira? São patéticas, fracas e deploráveis."

É claro que isso é apenas uma forma de ver a coisa toda. Mas uma forma muito interessante. É claro que aos olhos de um mendigo, nossas crises existenciais, nossos rompimentos de relacionamento e problemas sociais de qualquer tipo são simplesmente NADA. E por mais que não passemos fome ou frio, sofremos sim. Sofrer é humano, sofrer é degrau de elevação na escala evolutiva. Bem sofrer, para bem viver.

E sim, claro, temos direito de sofrer e ter nossos probleminhas, mesmo que o mendigo desaprove isso. No fundo, ele não deveria nos julgar. Pois ele não sabe o que se passa dentro de nós. São "níveis" de sofrimento. Conforme o ser humano vai evoluindo, os seus focos de sofrimento evoluem com ele. Se no começo sofríamos mais materialmente, com frio e fome, a finalidade daquele sofrimento era uma, nos primórdios da humanidade. Hoje em dia, para a maioria dos seres-humanos, o foco evolucional do sofrimento é outro, um foco menos material e mais moral, digamos. Tudo são fases, e aos poucos o ser-humano vai se aquilatando em todos os setores do sofrimento e das misérias humanas, ao longo das encarnações.

Mas, se temos o direito de sofrer, soframos. E não julguemos as pessoas que se vão cedo, especialmente talentosos ídolos da música, que se vão, estranhamente, aos 27 anos.

Assim como o mendigo não sabe o que se passa dentro de nossa cabeça e do nosso espírito, nós também não sabemos o que se passa na cabeça de cada um. Seja ele famoso ou não, tenha ele 27 ou 57 anos. Nós apenas ACHAMOS que sabemos o que acontece dentro. Achamos que conhecemos todo mundo, quando na realidade não conhecemos nem a nós mesmos. 

Apenas oremos por essas almas tão perturbadas, que nos brindaram com o mau-exemplo, e querendo ou não, nos ensinaram com suas mortes como não agir em vida.

Não sabemos o que conduziu cada um à essa vida de excessos, à todo esse desequilíbrio físico e espiritual. E se não sabemos, devemos respeitar.

O inferno de nós mesmos é somente frequentado por nós mesmos. Apenas. Cada um com seus infernos. Cada um com sua vida. Cada um com sua morte.

Como dissemos acima, todos têm o direito de sofrer, do jeito que for, pelo motivo que for. O mendigo pode sofrer, nós podemos sofrer e a Amy e tantos outros também tiveram seu direito de sofrer, direito esse intransferível que se estende após a morte também. Espiritualmente, a reabilitação dela começou agora. Aproveitemos que ainda temos o nosso corpo físico para evoluirmos ainda em vida, para não precisarmos recuperar todo esse tempo perdido após a morte. Pois o tempo não volta.

Não sejamos o mendigo da parábola acima. Na parábola, somos a Amy. E o mendigo somos nós mesmos.

"Não julgueis para não ser julgado", disse um tal de Jesus Cristo há mais de 2.000 anos atrás.

Morrer aos 27, no fundo, é opção de cada um.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Só sei que não respeitei.

"Como exigir respeito, desrespeitando? Como exigir igualdade, rotulando?"





Quem me conhece sabe que não tenho preconceitos. No que diz respeito aos homossexuais, isso não é diferente. Respeito a opção que cada ser-humano faz na sua vida, usando racionalmente o seu livre-arbítrio.

Mas é impossível não criticar a postura da Parada Gay que aconteceu ontem, por exemplo. 

A Parada Gay pra mim é uma palhaçada. Palhaçada, com vários focos de putaria. Você pode me dizer que pessoas desfilando na Avenida Paulista estão buscando igualdade de direitos e tudo mais, mas para mim, é simplesmente mais uma oportunidade das pessoas extravazarem os demônios metafóricos (ou não) que carregam dentro de si. A Parada Gay é pretexto para "tocar o foda-se", assim como o Carnaval e a comemoração do Tri-Campeonato do Santos na Praça da Independência.

Não são todas as pessoas, mas a maioria está alcoolizada, ou drogada. Não é assim que se protesta. Na minha opinião haveriam formas mais inteligentes e eficazes de se manifestar, mesmo em massa. Uma baixaria à céu aberto não me parece a forma mais adequada. Mas quem sou eu, afinal?

Mas a crítica-mor vai para os organizadores da Parada em si. Me parece que nos postes da Avenida, haviam paródias de Santos da Igreja Católica. Mas Santos musculosos, com ar afeminado (de bichona) e com a seguinte mensagem: "Nem Santo salva da AIDS. Use camisinha."

OK. A campanha é inteligente. É irônica e ofensiva. E aí que temos o detalhe: para quê?

Uma Parada Gay, que luta por direitos iguais entre gays e heterossexuais. Uma Parada cujo motivo principal é o RESPEITO, a IGUALDADE, age dessa forma? 

Como exigir respeito, desrespeitando? Como exigir igualdade, rotulando?

Típico do ser-humano. O revide. A desforra. A vindita. Não pode-se engolir sapo - na primeira oportunidade devolve-se o insulto. Pois sim, a Igreja Católica condena o homossexualismo , assim como condena o sexo feito com preservativos.

Para quem não sabe, nem a Igreja Católica, nem o próprio Direito, reconhece a exteriorização de amor físico entre dois homens como "sexo". A definição do sexo é penis in vaginam, e nem preciso traduzir isso, não é? Qualquer outro ato que não seja a introdução do pênis na vagina, não é sexo. Seja sodomia, seja felação - é tudo elencado como "ato libidinoso diverso da conjunção carnal". 

E digo mais, para quem não entende o motivo da Igreja Católica condenar o uso de camisinha, vai aqui a explicação:

A Igreja, antes de condenar o sexo com preservativo, condena antes, uma outra coisa - o sexo promíscuo. Ou seja, o sexo, aos olhos do Cristianismo tradicional, deve ser apenas feito como exteriorização de amor, entre um casal. E dessa exteriorização física, sem barreiras físicas (no caso, camisinha), nascerá uma criança, fruto desse amor.  Logo, temos o sexo sem promiscuidade alguma, temos o sexo como ato de amor e confiança, que resultará em procriação futura. Não a procriação automática e programada dos animais, mas a procriação que resulta do amor entre os animais racionais.

Por isso os casais que se amam, quando adquirem confiança, substituem o uso de preservativos pelo uso de pílulas anti-concepcionais. Para manter o sexo que eles fazem como puro, como natural. Como deveria ser naturalmente, sem barreiras no corpo material. Alguns casais vão ainda mais longe, não fazendo o uso de pílulas anti-concepcionais. Se eles acreditam em Deus, eles deixam na mão de Deus. Se não acreditam, deixam na mão do acaso. Para eles, o importante é manter o sexo puro.

E é claro que estou falando de um casal que age como um CASAL, ou seja, não estou entrando no âmbito hipotético das traições. Quando existem traições, um casal pode ser tudo - menos um casal.

Pode parecer estranho falar sobre isso em tempos como os nossos, onde a cultura e o respeito parecem ter se perdido (mesmo face à Internet). E é mais estranho falar sobre isso em tempos onde os índices da AIDS ainda são enormes, mas a verdade é uma só.

E sim, os organizadores da Parada Gay deveriam sim motivar os homossexuais a usarem preservativos, até porque é pela sodomia que se passa a maioria das doenças venéreas, e o ânus é a parte mais suja do corpo e nem preciso explicar o motivo disso se dar. Mas os organizadores da Parada Gay poderiam ter motivado o uso de preservativo de uma forma não preconceituosa. Não são eles que repudiam mais do que tudo o preconceito? E provaram que são realmente IGUAIS à todas as outras pessoas: iguais em preconceito, e iguais no fato de não conseguirem ser superiores às críticas e ofensas.

Parabéns, vocês são de fato iguais à todo o resto mesmo.

domingo, 8 de maio de 2011

Só sei que a família é gay.

"Olavo de Carvalho nos diz que "gay é quem dá o cu e chupa piroca". Sim, basicamente sim. Assim como a mulher hétero dá o cu também, e o homem hétero chupa buceta. Aonde cada um enfia a pica ou molha a boca, isso pouco importa, meus prezados."



"Polígamos, incestuosos, alegrai-vos, eis aí uma excelente oportunidade para vocês."

Palavras que foram cagadas pela boca pelo tal de Hugo José Cysneiros, o "advogado" da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em crítica à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que reconheceu a união de duas pessoas do mesmo sexo como sendo, legalmente, uma família.

Para quem não sabe, a CNBB é, segundo a Wikipédia, um "organismo permanente que reúne os Bispos Católicos do Brasil que, conforme o Código de Direito Canônico, exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território, a fim de promover o maior bem que a Igreja proporciona aos homens, principalmente em formas e modalidades de apostulado devidamente adaptadas às circunstâncias de tempo e lugar, de acordo com o direito."

É incrível ver como o próprio "advogado" (escrevo entre aspas, pois esse merda pode ser advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, mas moralmente, a meu ver, não é advogado de porra nenhuma) vai contra o próprio direito, que em um país, é representado pela sua Constituição, que é aquele documento que contém os princípios e regras fundamentais acerca do direito das pessoas e das coisas em um determinado Estado.

Nossa Constituição diz, por exemplo, em seu artigo 5º, "caput", que "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza."

Usando o mínimo da lógica, se todos são iguais perante a lei, devemos entender que "todos" significa "sem exceções". Até onde eu sei homossexuais são pessoas, seres-humanos. E mesmo assim demoraram quase 25 anos para que eles tivessem seus direitos civis reconhecidos e garantidos por lei. 

Esse advogadozinho de merda ainda tem coragem de se dizer advogado. Sim, a opinião dele como advogado é uma merda, pois vai contra a própria Constituição Federal, que é a Carta Magna, ou seja, algo que os advogados devem defender e observar com unhas e dentes. Aliás, não só os advogados deveriam defender e observar a Constituição, mas sim todos os cidadãos brasileiros. Logo, além de um advogado de bosta, esse cara é também uma pessoa de bosta. Aliás, ser uma pessoa de bosta nem sempre é um pressuposto obrigatório para uma pessoa ser um profissional de bosta. Mas nesse caso, é sim.

Não só ele, mas qualquer pessoa que pensa algo assim, ou pior, que exterioriza esse tipo de opinião ridícula e medieval, é uma pessoa de bosta.

O absurdo é tanto, que ele compara um casal gay à "polígamos" ou "incestuosos". Ou seja, na brilhante concepção do nobre advogado, uma pessoa que sente atração por alguém do mesmo sexo sem culpa consciente nenhuma é equiparada à pessoas incapazes de serem monogâmicas, adúlteras e que necessariamente fazem sexo com seus familiares.

É digno do senhor tomar uma cuspida na sua cara, e parar de falar merda em público. Seu advogado nojento.

O pior não é isso, meus prezados: esse bosta representa uma bosta MUITO maior, a CNBB. E como vimos acima, a CNBB "promove o maior bem que a Igreja proporciona aos homens." Puta que o pariu!

Os "eleitos do Cristo", assim como seu advogado, também estão cagando pelo boca, através dele. 

Não é novidade que a Igreja Católica, há tempos, tá cagando e andando para seu "mestre", Jesus Cristo. Se o Cristo não fosse o "filho do Homem", o ser mais puro que já caminhou na face da Terra, com certeza ele mandaria essa bispada toda e a maioria dos ditos católicos tomar no meio do cu deles. E isso desde a época da Santa Inquisição. Santa putaria isso sim. E santas putarias ainda acontecem em meio à baixaria católica, como por exemplo essa posição preconceituosa do advogado que representa a CNBB.

Como vemos, os moldes sociais mudam. Antigamente, a mulher desquitada, divorciada, era considerada uma vagabunda. Gays eram considerados seres inferiores e depravados. O mais triste é que a Igreja que representa o Cristo tem essa opinião. A sociedade muda, assim como as religiões mudam. Se a religião não muda de acordo com a sociedade em questões naturais, deve-se pensar duas vezes então no que você anda acreditando. É fácil tirar a dúvida: Quando ouvirmos a Igreja falar isso ou aquilo, devemos nos interiorizar e nos perguntarmos - "O que Jesus Cristo diria acerca disso?"

É claro que nossa resposta nunca será tão cabível e perfeita como seria uma resposta de Jesus em pessoa, mas já é uma base forte para o início de qualquer raciocínio acerca de alguma resposta para uma eventual questão.

Olavo de Carvalho nos diz que "gay é quem dá o cu e chupa piroca". Sim, basicamente sim. Assim como a mulher hétero dá o cu também, e o homem hétero chupa buceta. Aonde cada um enfia a pica ou molha a boca, isso pouco importa, meus prezados. Isso ainda faz parte da nossa parte animal. O ato sexual é a liberação hormonal fisicamente falando. Moralmente falando, é demonstração de amor ou afeto recíproco. Ainda fazemos sexo, não importa se é no cu, na buceta, na boca ou uma bela espanhola do meio das tetas.

O que diferencia tudo, meus prezados, é a motivação do ato. Se o gay chupa uma piroca ou dá o cu como demonstração de afeto ou carinho, dá as mãos e diz "eu te amo", e de fato AMA, de alma, como qualquer casal dito "normal" ou "natural", não vejo motivos plausíveis para que não sejam considerados dignos e capazes de constituir uma família com bases morais tão dignas quanto uma família heterossexual. 

Agora, se você vir me dizer que gay é podre pelo que ele faz na cama, vou te dizer que você é tão podre quanto, se teu critério for troca de fluídos corporais e carícias estimulantes de qualquer natureza. E vou te mandar à puta que te pariu também, claro.

Boa noite à todos. 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Legítima Defesa?

"Como o Estado vai negar ao homem de bem o direito de proteger-se, e proteger sua família? E não é "ter uma arma dentro de casa, caso alguém a invada pra roubar..". Porra nenhuma. É andar armado mesmo, tal qual um Velho Oeste."



A Líbia tá um caos, a Costa do Marfim tá um caos. O mundo tá um caos, porra. E a minha vida, aos poucos, deixa de ser um caos (caos esse que eu mesmo havia criado). Embora muita gente esteja CAOSando (...) eu ainda sou um ser humano, você ainda é um ser humano. Muito embora muitas vezes ajamos como animais. Afinal, o ser humano É um animal. Racional. 

Dizem.

Uma das semelhanças entre os seres humanos e todos os animais é: simplesmente cagar. Os animais cagam. Racionais ou não. E para tornar esse momento tão animal e tão humano mais interessante, os ditos racionais adquiriram o hábito de se intelectualizar DURANTE a cagada, olha só que belezinha. Os mais "in" acessam o Facebook de suas respectivas privadas, outros mais "out" (como eu) ainda lêem o jornal ou Turma da Mônica. E lendo o jornal, vi que mais uma pessoa havia sido vítima de sequestro relâmpago na USP. Aí pensei: "Caralho..."

Aí me lembrei que todo dia quando eu acordo, a TV já está ligada na Record. E cara, no jornal da Record de manhã SÓ tem assassinato. Estupro. Ou estupro seguido de assassinato. E já me emputeço logo cedo só de ouvir esse tipo de coisa.

Certos dias (como hoje) estou mais ignorante que outros. Quem me conhece bem sabe que sou espírita. Estudo, e sou apaixonado pela Doutrina. Quem me conhece também, sabe que fui militar do Exército. E sim, armas são muito legais e o Exército é foda. Quem me conhece mais ainda, sabe que opero na área do Direito defendendo as pessoas. E a própria lei nos permite a Legítima Defesa. O Estado me permite chegar ao ponto de MATAR outro ser-humano, desde que exista ameaça real à minha vida ou de outrem, e se os meios ou os instrumentos utilizados forem proporcionais à agressão sofrida.

Sei que é um tema batido, mas pergunto: Será que é legítimo o homem de bem andar armado? Pois bem andava-se armado na Idade Média, e permitia-se isso, afinal, eram tempos medievais de barbárie, assassinatos e estupros. Mas, tipo...nossos tempos atuais também não são tempos de barbárie, assassinatos e estupros? A situação é parecida, tirando apenas o fato de não usarmos mais malha de ferro, armadura e espartilho. Aliás meninas, ignorem a dor e voltem ao usar espartilho. Por favor. Decote é pouco pra nós homens.

Já que a testosterona se manifestou, voltemos. Me digam: Como o Estado vai negar ao homem de bem o direito de proteger-se, e proteger sua família? E não é "ter uma arma dentro de casa, caso alguém a invada pra roubar..". Porra nenhuma. É andar armado mesmo, tal qual um Velho Oeste.

Aí me vejo aplaudindo um sujeito que, prestes ao ter a namorada estuprada, deu um tiro na cara do assaltante, pois após o estupro, seriam ambos assassinados. Aí vão me dizer: "Reagir é perigoso..."

Bom, pelo menos é legítimo TENTAR executar a legítima defesa. É a nossa vida em jogo, gente. E meu embate moral é o seguinte: Mesmo sendo espírita, sabendo que não devemos fazer mal aos outros, se eu atiraria numa pessoa que me aponta uma arma, ou aponta uma arma para um ente querido, amigo, ou qualquer inocente? Sim, atiraria. Dois tiros no coração e um na cabeça.

Não sou nenhum Jesus Cristo, longe de mim. Me vejo mais parecido com Simão Pedro, um dos Apóstolos. Pra quem não sabe, Pedro matou alguns soldados romanos, com sua espada, quando esses mesmo prendiam Jesus Cristo no Jardim de Getzemani logo após a traição de Judas. Cristo então lhe pediu que parasse, e Pedro consentiu. Mas Pedro agiu com sua própria Justiça, no meu ver legítima. Agiu na legítima defesa de seu Mestre, Mentor e Amigo! Pois bem sabia qual seria o destino do Cordeiro - a crucificação criminosa no Gólgota.

Que venham os arautos dos Direitos Humanos e digam que os assassinos e estupradores são assim pois são vítimas do sistema. Que não tiveram pai nem mãe. Me perdoem a falta de "humanidade", mas: fodam-se vocês que pregam essa filosofia de punheta. Não ter pai, nem mãe não significa, no meu ver, ter o direito de matar o pai ou a mãe de alguém. Ser pobre e fodido não é justificativa pra estuprar uma garota de classe-média-alta. 

Deus que me perdoe, mas atualmente, penso assim: Sim, a maior arma do homem é a caneta. E eu, Tayan, JAMAIS na minha vida levantaria uma faca, uma pistola, uma metralhadora ou um rifle à alguém em nome de qualquer ideologia. Acho que o ser humano não deve nunca apontar uma arma para o outro. Mas infelizmente, enquanto houver a notícia de que UM ser-humano ainda levanta a arma para inocentes, seja para assaltar aquele que trabalha honestamente, seja para estuprar ou para assassinar simplesmente, eu não irei abdicar do meu direito à defesa, pois amo estar vivo, e quero que aqueles que eu amo estejam vivos também até que Deus ou o Diabo os chame de volta. Vagabundo nenhum vai acelerar esse processo. E se levantar arma pra mim ou pra qualquer outro ao meu lado, eu vou colocar pra dormir. Ou morrer tentando. A paciência acabou.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vergonha na Santa Casa de Santos.

Só o Cristo mesmo para "desculpar".


Eu ensaiava aqui um artigo sobre a morte do filósofo e escritor Voltaire (que ainda está sendo confeccionado e será a minha próxima postagem), quando fui surpreendido, tal qual um Zagallo, por uma notícia que me causou extremo asco e revolta.

Me parece que na manhã de hoje, uma senhora faleceu na Santa Casa de Santos (que Deus à tenha!), e na madrugada, quando a família já se encontrava à postos para velar o corpo, o caixão foi aberto e - pasmém! - o corpo era de uma outra senhora.

Revoltada, a família entrou em contato com a Santa Casa de Santos, que localizou o "corpo correto" sendo velado na cidade de São Vicente. Ontem de madrugada, chovia e fazia frio. Hoje, a Santa Casa "lamentou o ocorrido, e pediu desculpas às famílias."

É aquela velha história: em vários casos, lamentar e pedir desculpas é simplesmente muito pouco. Ainda mais, quando algo tão desagradável, e inimaginável até mesmo em um filme de Quentin Tarantino, acontece. E principalmente, quando este algo desagradável ocorre em razão de irresponsabilidade, descaso, falta de profissionalismo, de atenção, de respeito, de ética e de humanidade.

O momento da morte é tão importante na vida do espírito quanto o momento do nascimento, e tal qual um nascimento, é um parto para a vida espiritual, a nossa verdadeira vida. Cada espírito desencarna de uma maneira: uns de maneira mais simples, outros de maneira mais laborosa - tudo vai depender do próprio espírita, e da história que ele mesmo escreveu para si mesmo. A desconexão dos elos fluídicos que unem perispírito e corpo, normalmente procedem, no mundo dos espíritos, como se fosse (e no fundo, é) uma verdadeira cirurgia. E isso pode demorar minutos, horas, semanas, meses, anos ou décadas. Como eu disse, cada caso é um caso, e isso depende do próprio espírito.

Mas além disso, o mundo espiritual sempre nos alertou sobre como deve ser o procedimento durante velórios: é basicamente procurar não se desesperar, pois uma nova jornada se inicia para aquele espírito. Sim, a saudade irá bater, mas não há de se ter desespero, tendo em vista que a morte não rompe, jamais, os laços de afeição que se constróem solidamente no plano terrestre e ao longo das reencarnações sucessivas. Deve-se manter uma postura de oração e confiança em Deus, para que o despredimento do espírito dos despojos carnais seja o mais confortável possível. Agindo dessa maneira, você proporciona paz ao espírito que desencarna, além de você próprio desfrutar desta paz. 

Do contrário, se manter uma postura de revolta e desespero, você estará projetando no ambiente fluídos pesados e asfixiantes, como a agonia que estará sentindo. E como no mundo espiritual tudo se molda na força do pensamento, você, com os maus fluídos que despejará no ambiente e direcionará ao ente querido que se foi, estará dificultando muito o processo de desprendimento do espírito de seus despojos carnais.

Esse é o esforço que devemos fazer, realmente no educarmos, para facilitarmos a passagem daqueles que amamos ao plano espiritual. Não bastante essa série de dificuldades, nos deparamos com uma aberração situacional desta, por parte da Santa Casa de Santos. Espero que coração que não, mas muito provavelmente, toda essa turbulência emocional EXTRA que foi gerada por mais este nefasto inconveniente adminstrativo, gerou uma verdadeira tempestade fluídica-negativa neste velório, trazendo um sofrimento EXTRA à essa família que velava o corpo errado, sem mencionar os próprios espíritos que tiveram seus corpos trocados em razão deste macabro descaso.

Eu não irei mandar à merda a Santa Casa de Santos. Seria muito pouco "mandar à merda" todos os maus profissionais envolvidos neste caso tão triste, insensíveis aos sentimentos das outras pessoas, em especial, dessa família. Que desconhecem a responsabilidade de tratar com algo tão delicado quanto a morte. Que hoje, demonstraram ter um caráter tão pútrido quanto o organismo de um corpo que se decompõe.  Hoje, vocês envergonharam o nome desta instituição, com uma história tão bonita. Que todos os "profissionais' envolvidos sejam devidamente responsabilizados, em todas as esferas possíveis.

E meus sentimentos à todas as famílias envolvidas neste triste caso na nossa cidade, e em especial, à esses dois espíritos que desencarnaram no dia de ontem. 

Fiquem todos com Deus.

domingo, 17 de outubro de 2010

Só sei que senti vergonha alheia.

"Existe ainda muita gente boa, séria, e de postura nesse mundo. Que com certeza não é o caso desse infeliz aí que se diz o capeta."

Certa vez eu li uma frase do simpático médico André Luiz que diz: "O mal não merece comentários". Sábias e belas palavras.

Infelizmente, como ainda sou um ser humano extremamente falho e este blog me serve em parte como terapia que me cura da verborragia que sofro, certas coisas me chocam tanto e eu simplesmente não consigo passar batido. Preciso desabafar com vocês.

Ontem, domingão, assisti as novas temporadas do "The Big Bang Theory" e do "Two and a Half Men". Aliás, recomendo à todos, me rendeu boas risadas. Enquanto ao assistia os episódios, tive uma conversa edificante com uma amiga no MSN na parte da tarde, que também nos fez muito bem. A noite seguia tranquila e calma, e para melhorar, por quê não um lanche? Preparei para mim mesmo dois deliciosos hambúrgueres.


Me abostei no sofá, jogadão mesmo, e para a minha surpresa: "Oh!", passava na TV Cultura o maravilhoso programa "Café Filosófico", onde aprendi um pouco mais sobre os impulsivos violentos do ser humano, aos olhos da Filosofia, da Sociologia, da Psicanálise e da História.

O domingo seguia a sua ordem lógica, e quando estava prestes a pegar no sono, fui surpreendido com o "Fantástico" enquanto zapeava os canais, em um movimento meio inconsciente da minha parte. Ele anunciava "revelações" sobre o advogado do goleiro Bruno do Flamengo, e isso acabou me chamando a atenção, pois volta e meia leio umas declarações desse advogado na Folha de São Paulo falando meia dúzia de bosta.

Para a minha tristeza, comecei a assistir a matéria, na qual existia uma gravação telefônica feita clandestinamente pela noiva do goleiro, na qual o advogado falava assim, em certos trechos da conversa:

"Na hora de fazer a cagada, eu 'tô' com Deus e 'tô' com o diabo para trabalhar. Então você entendeu nas mãos de quem 'tu tá'? Demônio, depois você vai pra igreja, por enquanto você vai deixar comigo e vai cooperar. Eu 'tô' olhando no teu olho, eu 'tô' vendo a tua alma. Eu não sou o advogado do diabo, eu sou o diabo, tá?"

Num outro trecho infeliz, ele admitia ser "O diabo, o capeta, o demônio, o Lúcifer".



Bom, não vou nem entrar no mérito sobre a conversa dessa suposta noiva do cara com o advogado dele. Até por quê eu sinceramente acho estranho o goleiro Bruno ter uma noiva, quando ele supostamente assassinou a mãe do filho dele, quando ele tem uma esposa e uma amante presa (?). Que porra é essa?

Independente disso, eu vou me focar na declaração desse "advogado". Não sei em que contexto esse cara falou tanta merda, até por quê eu só escutei trechos da gravação, e não a conversa inteira. Divulgando só certos trechos, você perde e deturpa todo o contexto de uma conversa.

A questão é um dito "ADVOGADO" usando certas expressões nojentas dessa, pagando uma de louco com a mulher do cara. É impossível, como operador do Direito, não ficar revoltado. É impossível, como homem, não ficar revoltado.

Espero que a OAB aja com pulso de ferro em relação à postura desse dito "ADVOGADO". E infelizmente, num país sem cultura como o nosso, isso só contribui para que a figura tão importante e necessária do advogado seja cada vez mais desprezada, desrespeitada e ridicularizada pela sociedade.

Não se deixem levar por estes tristes exemplos na advocacia no país. Assim como não devemos nos deixar levar pelos maus médicos, maus juízes, maus promotores, maus mecânicos. Para não dizer maus HOMENS, e más MULHERES. Por favor, não vamos generalizar. Existe ainda muita gente boa, séria, e de postura nesse mundo. Que com certeza não é o caso desse infeliz aí que se diz o capeta. Como diria o falecido Alborghetti, sujeito assim tem MESMO é que sentar no colo do capeta quando morrer. Fala tanto dele, age tanto em nome dele, trabalha com ele...vai pro colo dele então, seu cuzão. Gostou? Gostou. Não gostou? ODA-SE.

PS.: Nem sei o que "oda-se" significa.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Só sei que só tem filho(a) da puta.

"O mundo precisa que as pessoas parem de se divertir às custas dos dramas pessoais dos outros. Precisa de pessoas de integridade, com conceitos éticos e morais muito bem firmados."

Ouvi uma notícia hoje no jornal que me deprimiu demais. Não consegui encontrar o link da notícia pra mostrar à vocês, mas parece que um jovem americano se suicidou pulando de uma ponte, pois divulgaram aqui na maldita Internet o vídeo do rapaz beijando um outro rapaz na boca. A promotoria agora quer acusar o filho da puta que filmou tudo, e divulgou na Internet. Parece que pegará até 5 anos de cadeia pelo "cyber-bullying", mas prefiro chamar de "cyber-cuzão".

Com certeza o remorso agora está comendo este filho da puta por dentro, e com razão. E vai corroê-lo para sempre. Vá à merda, cara!

Se você tem tendências desse tipo, de preconceito de qualquer natureza, acho que está na hora de você se foder e rever todos os seus conceitos. Com essa sua atitude de calhorda, qualquer dia alguém pula da ponte por sua causa. E aí, como é que a gente fica? Como VOCÊ vai ficar? Você vai chorar, seu animal. Não vai segurar a onda não...

Afinal, quem é você para julgar?

É sabido que no mundo existem muitas pessoas diferentes, com muitas preferências diferentes. Se tais preferências não te agradam, você no mínimo respeita. E se afasta.

O mundo precisa que as pessoas parem de se divertir às custas dos dramas pessoais dos outros. Precisa de pessoas de integridade, com conceitos éticos e morais muito bem firmados.

Sejamos cidadãos de bem, que saibamos quem realmente somos por dentro, e que jamais precisemos nos auto-afirmar perante à sociedade com atitudes nojentas e preconceituosas de qualquer classe. Tolerância JÁ!

A pré-história e a época da Santa Inquisição medieval já passou, portanto, pare de se preocupar com a vida dos outros e se preocupe única e exclusivamente com a sua!

E vamos rezar para que todos os intolerantes tenham um filho viado! Ou melhor, que VIREM viados. Sendo que eu acho que no fundo, todo intolerante é viado mesmo.

Abraços!